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Sempre respeite a confiabilidade e a validade.

A categorização de uma publicação, em científica ou não científica, está vinculada ao seu modo de construção. A simples coleta de depoimentos de especialistas, professores ou cientistas não confere cunho científico a um artigo. O que garante o caráter científico de um artigo é a correta utilização do método de pesquisa nele adotado.

Método de pesquisa significa, genericamente, a escolha de procedimentos sistemáticos para a exploração, descrição e explicação de fenômenos. Sob essa conceituação o método científico norteia a delimitação da questão de pesquisa, os objetivos da pesquisa, vinculando, dessa forma, a escolha da abordagem a ser adotada, que pode ser quantitativa ou qualitativa.

As abordagens, quantitativa e qualitativa, tem características que as tornam bastante diferenciadas, uma da outra e, por isso, mais adequadas para a investigação de certos tipos de pesquisa. Enquanto, a pesquisa quantitativa tem por objetivo compreender os fenômenos por meio da utilização de técnicas estatísticas fundadas em dados numéricos, a pesquisa qualitativa objetiva compreender os fenômenos por meio da coleta de dados narrativos, investigando as particularidades e experiências individuais.

Independentemente, de qual abordagem seja a mais adequada para cada tipo de pesquisa, dois conceitos devem ser observados para que o cunho científico de uma pesquisa possa ser confirmado. São eles, a confiabilidade e a validade.

A confiabilidade diz respeito a capacidade, de um instrumento de pesquisa, em reproduzir um resultado de forma consistente a partir de observadores diferentes, indicando aspectos sobre coerência, precisão, estabilidade, equivalência e homogeneidade. A confiabilidade pode ser analisada pelo aspecto interno e pelo aspecto externo. A confiabilidade externa diz respeito a pesquisadores diferentes encontrarem resultados idênticos quando utilizam o mesmo instrumento de pesquisa. A confiabilidade interna diz respeito a pesquisadores diferentes fazerem as mesmas relações entre os conceitos e os dados coletados com os mesmos instrumentos.

A validade indica a capacidade de um de um instrumento de pesquisa produzir resultados corretos que produzam conclusões que possam ser extrapoladas para grupos de dados com características semelhantes. A validade também pode ser analisada pelo aspecto interno e externo. A validade externa diz respeito a possibilidade de generalizar os resultados, dos dados obtidos por meio de um determinado instrumento de pesquisa, a outros grupos de dados de características similares, mas que não faziam parte do universo de dados pesquisado. A validade interna trata da exatidão dos dados e da adequação das conclusões obtidas por meio deles.

Embora, haja uma discussão infrutífera sobre o que produz melhor ciência, entre os “quantitativistas” e os “qualitativistas”, o mais indicado é permitir que o problema de pesquisa indique qual é a abordagem mais adequada para explorá-lo. Dessa forma, a escolha dos instrumentos de pesquisa deve ter como base as indicações fornecidas pela aplicação dos instrumentos de mensuração da confiabilidade e da validade.

Sobre o autores

Doutor em Administração pela Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP (2016). Mestre em Ciências Contábeis pela Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças - FUCAPE (2006). Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Espírito Santo - UFES (2000), Bacharel em Administração pela Universidade Federal do Espírito Santo - UFES (1995). Autor de livro, capítulos de livros e artigos em eventos e periódicos nacionais e internacionais. Pesquisador Líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gestão - NEPGEST. Pesquisador Líder do Grupo de Estudo em Manufatura Digital - GEM@D. Editor-Chefe da RINTERPAP - Revista Interdisciplinar de Pesquisas Aplicadas (ISSN: 2675-6552). Docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo - IFES, desde 2008. Docente do Mestrado em Gestão Pública da Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, desde 2018. Tem foco nas pesquisas do campo das Interdisciplinaridades, da Gestão Pública, bem como, do Comportamento Humano nos contextos: organizacional, do consumo e da aceitação e uso de novas tecnologias.

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